O Sindipetro Caxias encaminhou novo ofício à Transpetro, o segundo em menos de uma semana, cobrando providências urgentes após a ocorrência registrada no TECAM no dia 20 de janeiro de 2026. O documento reforça o alerta sobre os riscos à segurança operacional e a insuficiência crônica de efetivo no terminal.
O Sindicato ressalta que este novo ofício se soma a outro documento encaminhado recentemente, que já tratava do tema da segurança e alertava para os riscos decorrentes do dimensionamento inadequado de pessoal, sem que, até o momento, medidas efetivas tenham sido adotadas pela empresa.
De acordo com o Informe de Ocorrência Operacional, um trabalhador foi possivelmente picado por inseto no rosto durante atividade de medição no TQ-1008, apresentando inchaço e dificuldade respiratória. Ele foi inicialmente atendido no setor médico do terminal e, em seguida, encaminhado ao Hospital Caxias D’Or.
Para o Sindipetro Caxias, o caso configura acidente de trabalho, uma vez que ocorreu durante a atividade laboral e exigiu atendimento médico e hospitalar. Diante disso, o Sindicato cobra a imediata emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), conforme determina a legislação previdenciária.
O novo ofício também solicita que a Transpetro avalie a criação de uma comissão de aprendizagem ou grupo de análise da ocorrência, com participação das áreas envolvidas e representação dos trabalhadores, com o objetivo de identificar causas, vulnerabilidades operacionais, riscos ambientais e definir medidas preventivas.
A ocorrência voltou a evidenciar um problema estrutural já denunciado pelo Sindicato em outras ocasiões: a operação do terminal com apenas dois operadores por turno. Em situações como essa, a retirada de um trabalhador para atendimento médico pode resultar na permanência de um único operador, condição considerada extremamente grave do ponto de vista da segurança operacional.
Essa realidade compromete a capacidade de resposta a emergências, especialmente em um terminal estratégico da Transpetro e integrante do Plano de Ajuda Mútua de Campos Elíseos. Relatos dos trabalhadores indicam que o operador em painel não pode abandonar sua função, mesmo diante de intercorrências, o que cria um risco operacional inaceitável.
O Sindipetro Caxias reforça que essa situação é recorrente, já foi denunciada em ofícios e publicações anteriores e exige providências imediatas, com a garantia de efetivo mínimo compatível com a complexidade e os riscos da operação.
O Sindicato aguarda resposta formal da Transpetro e reafirma que segurança não pode ser tratada como custo, mas como um valor fundamental na proteção da vida e da saúde dos trabalhadores.
SINDIPETRO CAXIAS 23/01/2026
