Atos exigirão avanço nas negociações e cumprimento dos acordos
O Sindipetro Caxias está realizando assembleias nas bases da REDUC, TECAM e UTE-TRI entre 15 a 20 de junho para discutir e votar a participação na Semana Nacional de Mobilizações do Sistema Petrobras, entre 22 e 26 de junho.
A jornada cobra que a gestão da Petrobrás cumpra o que foi acordado conosco no encerramento da greve de dezembro. O compromisso foi de negociar ainda neste semestre o novo Plano de Cargos e Salários, bem como a mediação no TCU para resolver os planos de equacionamentos de déficits da Petros, os PEDs.
Além disso, a Petrobrás sequer começou a discutir o regramento das PLRs futuras, na contramão do que foi definido no Acordo da PLR 2024/25, de que a negociação se daria no primeiro trimestre de 2026.
É muito importante que a categoria esteja mobilizada e nos atos, para que a empresa se mexa.
Negocia Petrobrás!
– Novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários
– Negociação SOBRE As PLRs futuras
– Solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros
Calendário
Terça, 23/6
Dia Nacional de atos nas Subsidiárias
Ato no TECAM
Quarta, 24/6
Administrativo
Ato na UTE-TRI
Sexta, 26/6
Refino
Ato na REDUC
Assembleias debaterão também propostas de apoio da categoria à Lula e de unificação das federações
As assembleias irão avaliar duas resoluções do nosso recente congresso, o XVII CONDUC. A primeira é a proposta de apoio da categoria à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em eleição decisiva para o futuro da Petrobrás, nossos empregos e para a soberania do País. Em assembleias em todo o País, a categoria está discutindo a proposta apresentada pela FUP, como forma de impedir o retorno da extrema direita e lutar pelo fortalecimento do Sistema Petrobrás e das empresas estatais, após o desmonte e entrega nos governos Temer e Bolsonaro. O nosso congresso aprovou resolução pelo apoio à Lula, preservando a independência política em relação ao governo e à gestão da empresa.
A outra resolução do CONDUC que será votada é pela defesa da unidade do movimento petroleiro. A categoria e o Sindipetro Caxias têm cumprido um papel importante na defesa da união da categoria, como nas campanhas salariais e no plebiscito. A divisão entre duas federações, FUP e FNP, não nos serve. É necessário buscar a reunificação do movimento petroleiro, através de um congresso unitário dos 18 Sindipetros, que construa uma federação comum.
Congresso petroleiro aponta prioridades da luta da categoria
O XVIII CONDUC (Congresso de Petroleiros e Petroleiras de Duque de Caxias) foi realizado nos dias 11 e 12 de junho, na sede do Sindipetro Caxias. O tema “Organizar a categoria, defender a soberania e derrotar a extrema-direita” expressou os desafios colocados pela conjuntura para o próximo período.
Os debates reafirmaram a compreensão de que a defesa dos direitos da categoria está diretamente ligada à defesa da Petrobrás pública, integrada e comprometida com o desenvolvimento nacional. O CONDUC reafirmou o compromisso histórico dos petroleiros com a defesa da soberania, da democracia, dos direitos e da organização da classe trabalhadora, como a luta pelo fim da escala 6×1, e debateu a importância e os desafios de uma transição energética justa.
O congresso aprovou resoluções sobre temas centrais para o cotidiano da categoria, como recomposição dos efetivos, concursos públicos, planos de carreira, AMS, Petros, saúde e segurança do(a) trabalhador(a) e combate à terceirização e às opressões. As deliberações orientarão a atuação do Sindipetro Caxias no próximo período e expressam a disposição da categoria de seguir mobilizada.
Principais resoluções aprovadas:
– Luta pelo fim da escala 6×1
– Defesa da soberania nacional e do controle público sobre setores estratégicos da economia
– Luta pela reestatização de ativos estratégicos do Sistema Petrobrás e fortalecimento da empresa pública
– Pela reunificação do movimento sindical petroleiro
– Defesa da recomposição dos efetivos, convocação de concursados e novos concursos
– Mobilização em defesa da AMS e da Petros
– Por um plano de cargos que preserve direitos históricos, com unificação dos planos e fim da curva forçada
– Combate à terceirização e defesa da primeirização das atividades permanentes
– Defesa da saúde e segurança dos trabalhadores, priorizando a luta por um trabalho que não mate ou adoeça e que garanta o direito à aposentadoria especial e reconhecimento dos perigos impostos por nossas atividades
– Petrobrás deve investir em novas fontes de energia e em uma transição energética justa (que inclua trabalhadores, povos e oprimidos no poder de decisão)
– Ampliar ações de combate ao assédio, ao machismo, ao racismo, à LGBTfobia e a todas as formas de opressão
– Fortalecer a formação política e sindical da categoria

