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Soberania não se negocia: tarifaço de Trump expõe o falso patriotismo do bolsonarismo

Etanol recebe taxação, produto estratégico para a economia brasileira e para a transição energética justa

O tarifaço anunciado pelo governo de Donald Trump nesta quinta-feira, 16, contra produtos brasileiros representa uma afronta à soberania nacional. Ao utilizar sanções comerciais como instrumento de pressão política, os Estados Unidos atacam não apenas a economia brasileira, mas também o direito do país de decidir seus próprios rumos, colocando em risco empregos, investimentos e setores estratégicos. Entre os produtos atingidos pela nova taxação está o etanol, um segmento estratégico para a economia brasileira e para a transição energética.

Mais do que uma disputa comercial, a medida configura uma tentativa de desestabilizar a economia brasileira às vésperas do processo eleitoral de 2026, criando dificuldades para o país e buscando enfraquecer o governo brasileiro. Trata-se de uma ingerência inaceitável de um governo estrangeiro sobre a política nacional, atentando contra a soberania do Brasil e o direito do povo brasileiro de decidir, livremente, os rumos da sua democracia.

Nesse cenário, chama atenção a postura da família Bolsonaro. Enquanto o Brasil é alvo de uma ofensiva econômica estrangeira, integrantes do clã mantiveram articulações políticas nos Estados Unidos, subordinando os interesses nacionais ao projeto de poder da extrema direita. O papel desempenhado por Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência em 2026, evidencia essa contradição: em vez de defender o Brasil, priorizou os interesses políticos de seu grupo e da família Bolsonaro.

Entreguismo não surpreende

Foi durante o governo Jair Bolsonaro que o país viveu um amplo processo de desmonte do patrimônio público. Por meio de privatizações e desinvestimentos, seu governo enfraqueceu empresas estratégicas, especialmente a Petrobrás, promovendo a venda de refinarias, gasodutos, campos de produção, fábricas de fertilizantes e outros ativos fundamentais. O objetivo era fragmentar o Sistema Petrobrás e reduzir a capacidade do Estado de planejar o desenvolvimento nacional.

Os petroleiros conhecem as consequências desse projeto: perda de empregos, redução de investimentos, enfraquecimento da soberania energética e maior dependência dos interesses do mercado internacional. Um país que abre mão de controlar seus recursos estratégicos torna-se também mais vulnerável às pressões de governos estrangeiros.

É justamente para impedir o retorno desse projeto que o XVIII CONDUC (Congresso de Petroleiros e Petroleiras de Duque de Caxias), realizado nos dias 11 e 12 de junho, aprovou o apoio da categoria à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Sob o tema “Organizar a categoria, defender a soberania e barrar a extrema direita”, o Congresso reafirmou que a defesa da Petrobrás e das empresas públicas é condição indispensável para proteger o patrimônio nacional e garantir um projeto de desenvolvimento soberano.

O Sindipetro Caxias entende que a reconstrução do Brasil passa pelo fortalecimento da Petrobrás integrada, pela valorização das empresas públicas e pelo fim da política de privatizações e sucateamento promovida nos últimos anos. Cabe ao novo governo Lula consolidar esse caminho, ampliando investimentos, fortalecendo o papel estratégico do Estado e impedindo que interesses privados ou estrangeiros se sobreponham aos interesses do povo brasileiro.

Os trabalhadores petroleiros sempre estiveram na linha de frente da defesa da soberania nacional. Foi assim na campanha “O Petróleo é Nosso”, na resistência contra o desmonte da Petrobrás e continuará sendo diante de qualquer tentativa de enfraquecer o patrimônio público brasileiro.

Defender a Petrobrás é defender a soberania. Defender as empresas públicas é defender o Brasil.

SINDIPETRO CAXIAS | 17/07/2026

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