Depois de duas semanas de assembleias, os trabalhadores deram o recado para a gestão da Petrobrás. 770 petroleiros rejeitaram a 3ª contraproposta da empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho.
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Um movimento histórico, onde gerentes e supervisores, paus mandados do Castello Branco, pisaram pela primeira vez na sede do Sindipetro Caxias para tentar retirar do trabalhador o plano de saúde da sua família e outros direitos conquistados ao longo dos anos.
Mas mesmo com o assédio gerencial, mais de 900 trabalhadores da REDUC, TECAM, UTE-GLB, e ECOMP-Arapeí não se rebaixaram e votaram a favor dos indicativos da FUP e do Sindipetro Caxias. Assim, além de rejeitar a proposta, os trabalhadores aprovaram a greve, a manutenção da mesa de negociação e a prorrogação do ACT.
A pressão da empresa pela aprovação desta proposta rebaixada foi tão grande que somente na assembleia do administrativo estavam presentes quase 90 gerentes, além do gerente geral da refinaria.
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Sentados nas primeiras fileiras, tiveram que escutar calados o depoimento do petroleiro Drumond. Ele teve seu corpo queimado e perdeu completamente a visão, após um vazamento de gás seguido de explosão na REDUC.
Hoje sofre com o descaso e falta de humanidade da direção da empresa que quer retirar seu direito a um acompanhante.
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A direção do Sindipetro Caxias parabeniza todas as trabalhadoras e trabalhadores que não se omitiram e participaram das assembleias e confiaram em seu representante legal que é o sindicato.
Petrobrás não aguentou a pressão
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Mesmo antes do fim das assembleias, percebendo a derrota iminente, a atual gestão da Petrobrás entrou com pedido de mediação do ACT no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A mediação aconteceu no dia 29, mas a direção da estatal não aceitou a proposta das federações de manter o processo de discussão em mesa de negociação, na própria empresa.
O ministro do TST propôs que a empresa prorrogue o ACT e dê continuidade à mediação no Tribunal.
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A FUP e seus sindicatos filiados, aceitaram prosseguir no procedimento de mediação, assim como a empresa. Sendo assim o acordo foi prorrogado por 30 dias a partir do dia 01/09. Deverão ser incluídas na mediação as subsidiárias da controladora Petrobrás, assim como a Araucária Nitrogenados S. A..
De acordo com o calendário abaixo:
Dia 4/9 – Reunião TST e Petrobrás
Dia 5/9 – Reunião TST, Federações e sindicatos
Dia 10/9 – Reunião conjunta