O Sindipetro Caxias repudia a decisão do setor de Transporte da REDUC de iniciar, a partir de 24 de março, um “estudo de viabilidade operacional” que prevê a substituição da linha de ônibus T-26 (Maricá) por corridas individuais via táxi (RTs), solicitadas diretamente pelos trabalhadores. A medida foi comunicada sem debate prévio com o sindicato, com a CIPAA ou com os trabalhadores afetados, gerando forte preocupação e insegurança entre os petroleiros.
Pelas informações divulgadas, os trabalhadores deverão solicitar o transporte com 48 horas de antecedência para os trajetos residência-REDUC e REDUC-residência, dependendo ainda de aprovação da Supervisão de Transporte dentro de determinadas faixas de horário. Além disso, o chamado “estudo” não apresenta prazo definido para término, o que abre margem para que uma mudança significativa no sistema de transporte seja implementada sem transparência e sem garantias claras.
Trabalhadores da rota de Maricá relatam que o deslocamento já é longo e desgastante, podendo chegar a duas, duas horas e meia ou até três horas de trajeto por conta do trânsito e da travessia da Ponte Rio-Niterói. Atualmente esse percurso é realizado em ônibus, o que permite melhores condições para descanso. A substituição por carros de aplicativo ou táxis, especialmente em horários como a saída à meia-noite ou após jornadas de 12 horas de trabalho, é vista como extremamente prejudicial, já que obrigaria os trabalhadores a permanecerem longos períodos sentados em veículos menores, sem condições adequadas de descanso.
Na prática, a proposta transfere para o próprio trabalhador a responsabilidade de garantir seu deslocamento ao trabalho, criando riscos de falhas no atendimento, aumento da imprevisibilidade para quem trabalha em regime de turno e fragmentação de um sistema coletivo organizado. O transporte fornecido pela empresa é parte essencial das condições de trabalho e da segurança operacional, e alterações dessa natureza não podem ser implementadas, mesmo em caráter experimental, sem diálogo com as representações dos trabalhadores.
Diante desse cenário, o Sindipetro Caxias enviou o Ofício nº 090/2026 à gerência da REDUC solicitando esclarecimentos formais sobre os objetivos e impactos da medida, bem como a suspensão imediata da implementação do projeto piloto. O sindicato também cobrou a realização de uma reunião urgente com a gerência da refinaria, o setor de Transporte e a CIPAA para discutir o tema e garantir que qualquer mudança preserve a segurança, a previsibilidade e os direitos dos trabalhadores.
DIREÇÃO SINDIPETRO CAXIAS – 13/03/2026

