O Sindipetro Caxias recebeu, de forma anônima, uma grave denúncia envolvendo petroleiros que atuam na área de SMS/Higiene Ocupacional da REDUC, vinculados à empresa LGomes. A situação relatada escancara violações severas de direitos trabalhistas, abandono patronal e um cenário de extrema precarização, que atinge diretamente trabalhadores essenciais ao funcionamento seguro da refinaria.
De acordo com a denúncia, os trabalhadores enfrentam uma série de irregularidades graves por parte da empresa, entre elas:
. Atraso de salários por três meses, além do não pagamento do salário referente ao quinto dia útil de janeiro;
. Ausência de depósitos de FGTS há mais de seis meses;
. Corte do vale-refeição e do vale-alimentação;
. Não pagamento do 13º salário;
. Manutenção da equipe por um mês inteiro sem plano de saúde;
. Inexistência de seguro de vida, em total descumprimento das exigências mínimas para atividades de risco;
. Situação operacional crítica, com apenas dois petroleiros conseguindo comparecer presencialmente, enquanto os demais permanecem em casa, sem condições de trabalho e sem recursos mínimos para garantir a própria subsistência.
Os relatos indicam ainda que esses petroleiros estão vivendo dificuldades extremas, sem dinheiro para alimentação, com contas básicas em atraso e completamente abandonados pela direção da empresa, que deixou de responder a qualquer contato da equipe.
O Sindipetro Caxias considera a denúncia gravíssima e exige uma resposta imediata da gerência de SMS da REDUC, que tem responsabilidade direta sobre a fiscalização dos contratos e não pode se omitir diante de um quadro tão alarmante de violação de direitos e desrespeito aos petroleiros que garantem a segurança e a saúde no ambiente da refinaria.
O Sindicato seguirá acompanhando o caso de perto, cobrando providências urgentes das áreas responsáveis e denunciando toda e qualquer forma de violação aos direitos dos petroleiros dentro da REDUC.
SINDIPETRO CAXIAS | 30/01/2026

