O Sindipetro Caxias acompanha com forte preocupação as denúncias feitas por trabalhadores sobre mudanças na operação de transporte realizada pela Auto Viação 1001, que atende o contrato da REDUC.
Relatos apontam que a empresa estaria planejando substituir dezenas de motoristas, com processo de demissões e sem comunicação transparente. Há relatos de que a medida estaria ligada a uma tentativa de reduzir custos após reajustes recentes.
De acordo com as denúncias, a empresa teria passado a pagar cerca de 30% de periculosidade a mais aos motoristas e, como resposta, estaria criando uma nova categoria com salários menores — o que, na prática, representaria uma forma de manter os antigos níveis salariais, burlando a valorização conquistada.
Além disso, há indicação de que motoristas experientes estariam sendo substituídos por trabalhadores com menor remuneração, aprofundando a precarização das condições de trabalho. O clima entre os trabalhadores é de medo e insegurança, agravado pela ausência de informações oficiais por parte da empresa.
O tema já foi registrado em ata da CIPAA e segue sem respostas concretas. Diante disso, o Sindipetro Caxias intensificou a cobrança institucional. A situação foi levada ao RH da REDUC, onde o sindicato exigiu esclarecimentos, e também foi pautada na reunião da Federação Única dos Petroleiros (FUP) com a empresa, no âmbito da Comissão de Fiscalização e Prestação de Serviços.
Para o sindicato, qualquer tentativa de demissão em massa, substituição de trabalhadores por mão de obra mais barata ou criação de mecanismos para reduzir salários representa um ataque direto aos direitos da categoria.
O sindicato seguirá acompanhando o caso de perto e atuará para não permitir a implementação de irregularidades que possam trazer risco e insegurança para os trabalhadores e o necessário transporte da força de trabalho.
Não aceitaremos precarização, nem retirada de direitos.
SINDIPETRO CAXIAS | 06/05/2026
