O Sindipetro Caxias enviou ofício à empresa cobrando a abertura de negociação para definir o regime de trabalho durante a parada programada do duto da Rota 3, prevista entre os dias 11 e 25 de maio. A atividade envolve intervenções importantes, como a remoção de válvulas e a instalação de flanges, e mobiliza diferentes áreas da manutenção, exigindo integração e planejamento entre as equipes.
Pela própria natureza dos serviços, haverá necessidade de acompanhamento contínuo e atenção redobrada, especialmente nas atividades críticas, como soldagem e corte a quente. Ainda assim, por se tratar de uma ação previamente planejada, não há justificativa para enquadrá-la como situação emergencial.
Experiências recentes resultaram em jornadas prolongadas e regimes de revezamento que impactaram diretamente a rotina e as condições de trabalho dos trabalhadores. Portanto, qualquer alteração na jornada, seja por ampliação de carga horária, adoção de horários diferenciados ou trabalho noturno, deve ser previamente negociada e respeitar o ACT e a legislação vigente. Afinal, existem alternativas já previstas no ACT que podem atender às demandas operacionais sem prejuízo aos direitos dos trabalhadores, evitando medidas unilaterais.
O planejamento não pode servir como justificativa para flexibilizar direitos. O caminho deve ser o diálogo, buscando soluções que garantam a execução das atividades com segurança e condições de trabalho adequadas.
