Grupo avalia que o maior empecilho na luta por saúde e segurança são medições com parâmetros enviesados e falta de transparência da empresa
Durante os dias 13 e 14 de maio, trabalhadores e trabalhadoras da REDUC, TECAM E UTE estiveram reunidos no Sindipetro Caxias no Curso de CIPAA, ministrado pela Engenheira Agrônoma e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal Do Paraná (UFPR), Vanessa Farias e o Doutor em Saúde Coletiva e professor da UERJ, Hugo Almeida.
Coletivamente o grupo formado por cipistas, ex-cipistas, diretores do Sindicato e demais membros da categoria debateu sobre o papel de trabalhadores e trabalhadoras na discussão e prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho dentro da Comissão de Prevenção de Acidentes e Assédios (CIPAA).
A formação promoveu uma importante troca de experiências sobre as bases de atuação de cada um dos(as) presentes e atualização de conhecimentos voltados à saúde e segurança da categoria petroleira. Segundo Vanessa Farias, professora da atividade, a oficina foi um momento de construção de processos protetores da saúde, com base nos referenciais da Saúde do(a) Trabalhador(a).
“Falamos sobre o processo de trabalho e seus impactos na saúde dos petroleiros e petroleiras, dos perigos e da nocividade presentes nas atividades, e da exposição a agentes nocivos, com destaque para o Benzeno. Tudo isso pensando em estratégias para fortalecer a luta por saúde e segurança nas unidades das bases de Caxias”, completou Vanessa Farias.
O SILÊNCIO DA PETROBRÁS E O ADOECIMENTO DA CATEGORIA
Presente em diversas falas, um dos destaques dos dois dias de formação foi a falta de transparência da empresa, tanto com parâmetros de medições de agentes nocivos, quanto com o motivo dos métodos escolhidos e os resultados avaliados. Falta de informação que dificulta a ação de cipistas na luta por saúde e segurança.
Vanessa e Hugo listaram e ensinaram uma série de ferramentas de análise, ações de notificação e vigilância epidemiológica para fortalecer a luta concreta de prevenção e enfrentamento das condições inseguras no ambiente de trabalho e na redução de acidentes. Com o objetivo de reforçar a organização de classe na defesa de seus direitos.
O fortalecimento das CIPAAs, incluindo identificação de riscos, medidas preventivas e a atuação coletiva são essenciais na defesa da integridade física e mental dos trabalhadores e trabalhadoras.
Os(as) participantes encerraram o curso discutindo iniciativas de organização para uma atuação mais assertiva das CIPAAs junto à empresa, o Sindicato e os órgãos de vigilância e fiscalização em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora.
