Sindipetro Caxias e CIPA cobram aprofundamento nas investigações de acidentes na refinaria

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Sindipetro Caxias e CIPA cobram aprofundamento nas investigações de acidentes na refinaria

Resumo da Reunião de CIPA da REDUC

Durante a 12ª Reunião Ordinária da CIPA, foram apresentados os acidentes ocorridos na gerência da SGRE e as análises destas ocorrências. Em uma delas, no evento que vitimou um trabalhador durante atividade com esmerilhadeira, houve questionamento pelos membros eleitos da CIPA acerca da definição de causa básica, apresentada como falha na avaliação de risco. As condições do equipamento e a dificuldade efetiva da execução da tarefa foram secundarizados no relatório. Questões como a demora da substituição da lâmina, uma vez que o equipamento usado não possui sistema de substituição rápida, ou a ausência de uma proteção fixa contra projeção de fragmentos, ou mesmo a ergonomia da esmerilhadeira não tiveram o devido destaque na análise. Esta, entre diversas outras, é mais uma evidência de que a Petrobrás e suas prestadoras de serviço, em seus GT’s de investigações de acidentes, não se propõe a ir a fundo na solução das causas raízes.

Esta negligência em tratar a reais causas que desencadeiam o evento, muitas das vezes incorrendo no erro da culpabilização do/a trabalhador/a por não considerar as condições materiais nas quais são exercidas as atividades, mas reforçando a lógica mecanizada de cumprimento de padrões e avalições subjetivas, nos tem colocado numa sequência perigosa de acidentes.

Também foi denunciado que uma trabalhadora da empresa QWS teve seu ombro deslocado durante uma atividade de manutenção de tanques, ao sair de um espaço confinado no dia 30/10/23, não sendo emitida a CAT até o momento. Ressaltamos que não há razão para a negligência da emissão desta comunicação, dada a ocorrência durante atividade laboral, sendo uma clara subnotificação de acidente! A gestão REDUC não pode compactuar com esta prática.

Ainda, apontamos que a participação dos representantes da CIPA e do Sindicato nos GTs da empresa não está sendo garantida, sendo discutido e reforçado um fluxo para a participação da representação dos trabalhadores nestas investigações, em cumprimento ao ACT. Não há razão plausível para se negligenciar esta garantia.

Também foram cobradas à gerência da empresa medidas que efetivamente protejam trabalhadores/as durante as fortes ondas de calor que acometeram e acometerão a região da Refinaria. É preciso que haja a participação efetiva de trabalhadores/as na decisão sobre os meios de proteção a esta emergência climática. É preciso reavaliar a obrigatoriedade de cumprimento de rotinas de trabalho e atividades corriqueiras que coloquem em risco à saúde e à segurança das pessoas. Em picos de calor como estes que estamos enfrentando, algumas amostras, rotinas de área e especificidades como ARO de verificação de PSV não podem ser exigidas, colocando a nossa saúde em segundo plano.

Por fim, o monitoramento dos trabalhadores expostos a fontes radioativas do Coque também foi abordado nesta reunião. O treinamento desses trabalhadores está sendo verificado. Há denúncias de que no grupo D do turno não há trabalhador dosimetrado para acessar a área de influência da fonte, não garantindo que se tenha sua dose de radiação medida.

SINDIPETRO CAXIAS | 19/12/2023