A greve dos trabalhadores terceirizados no Complexo Boaventura segue ganhando força e já reúne cerca de 5 mil trabalhadores mobilizados. Deflagrado após assembleia realizada na segunda-feira (29) pelo Sintramon, o movimento impacta diretamente a construção das novas unidades e serviços essenciais, como a limpeza administrativa e industrial, aumentando a pressão sobre a Petrobrás durante as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização do vale-alimentação e o pagamento do adicional de periculosidade.
A mobilização vem recebendo apoio de empregados próprios e de trabalhadores terceirizados de outras empresas, que discutem formas de fortalecer a campanha salarial. Uma assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (6) para avaliar novas ações de apoio ao movimento.
Com a redução das atividades de limpeza e de serviços de utilidades, o sindicato também cobra da gestão da Petrobrás a adoção do teletrabalho integral para os trabalhadores próprios enquanto a greve estiver em curso, como forma de preservar as condições de trabalho e segurança nas unidades.
A luta reforça a importância da unidade entre trabalhadores na defesa de direitos, melhores condições e valorização de toda a categoria.
