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Da mobilização nas bases à luta nacional: categoria petroleira amplia unidade em defesa dos direitos

A categoria petroleira participa de uma série de iniciativas de mobilização nacional. Após a Semana Nacional de Mobilizações, realizada entre os dias 23 e 26 de junho, os trabalhadores deram continuidade à agenda de lutas nesta terça-feira (30), participando do Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1, e já se preparam para uma nova atividade no próximo dia 7 de julho, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), em defesa dos direitos sindicais dos trabalhadores e trabalhadoras prestadores de serviços.

Na base do Sindipetro Caxias, a mobilização teve atividades na UTE-TRI, no TECAM e foi encerrada na sexta-feira (26) com um ato na Reduc. Mesmo sob condições climáticas desfavoráveis, a participação expressiva dos trabalhadores demonstrou disposição de luta e unidade da categoria, reforçando que acordo firmado deve ser cumprido.

Luta pelo fim da escala 6×1 também é luta da categoria

A mobilização continuou nesta terça-feira (30), quando o Sindipetro Caxias participou do Dia Nacional de Mobilização pelo fim da escala 6×1, somando-se às centenas de entidades sindicais e movimentos populares que pressionam o Senado pela aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho e amplia o direito ao descanso.

A defesa de jornadas mais humanas dialoga diretamente com a realidade vivida por milhares de trabalhadores, especialmente aqueles submetidos a escalas exaustivas e condições cada vez mais intensas de trabalho. Ao participar dessa construção nacional, os petroleiros reafirmam que a luta por melhores condições de trabalho não se restringe à categoria, mas faz parte da defesa de direitos para toda a classe trabalhadora.

Violência contra trabalhadores na Replan exige resposta coletiva

Outro episódio que marcou a semana foi a grave violência praticada contra trabalhadores terceirizados em greve na Replan, em Paulínia (SP). Durante manifestação em apoio aos prestadores de serviços, dirigentes sindicais denunciaram casos de intimidação, agressões e práticas antissindicais, cobrando negociação imediata e respeito ao direito constitucional de organização dos trabalhadores.

Os ataques ocorridos na Replan acendem um alerta para toda a categoria. A tentativa de impedir a organização sindical e o exercício do direito de greve representa uma ameaça que ultrapassa uma única unidade ou empresa, atingindo princípios fundamentais da democracia e das relações de trabalho.

A sequência de mobilizações demonstra que a categoria petroleira segue organizada e mobilizada para cobrar o cumprimento dos acordos firmados, defender condições dignas de trabalho, combater qualquer forma de violência contra os trabalhadores e fortalecer a luta coletiva por direitos. O chamado agora é para ampliar a participação nas atividades do dia 7 de julho, reafirmando que nenhum direito é garantido sem organização e mobilização permanente.

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